segunda-feira, agosto 28, 2006

Boa Semana

Sábado eu fui até a "Casa das Rosas", um dos últimos palacetes remanescentes da Avenida Paulista. O que havia lá? Ora, além de muitas crianças, pois existia uma programação especial para elas, encontrei casais de namorados, grupos de amigos e famílias andando por entre os jardins e admirando as flores que batizaram a casa.
Mas o motivo de eu estar ali era um encontro com alguns dos componentes do VivaSP (vejam o link ao lado), para comemorar os 3 anos do projeto. Eu era novato, não conhecia ninguém pessoalmente. Mas descobri o Luiz Simões, uma pessoa fantástica, e como era a primeira vez que vinha num encontro, ficamos esperando o resto da turma. Logo conheci o Juliano, idealizador e "mestre" do grupo. Fomos para uma das salas do primeiro andar e começaram a chegar mais amigos: a Lilu e o Gastão, a Asunción, a Heloisa, o Osnir, o Nivaldo com a Nice, a Carmela, a Dona Iracema e tantos mais. A Lídia assustou-se ao me ver: "Mas vc é tão novo!" Pelas minhas histórias todo mundo me julga nonagenário (e com razão). O Geraldo Nunes, como "padrinho" do Projeto também esteve lá e apagou a vela do bolo junto com o Juliano.
Contei até uma história das muitas que ouvi do Tio Pedro, e ouvi outras dos amigos ali presentes. E teve música com o talento fabuloso do Luis Gastão, e poesia com o amigo trazido pelo Osnir. Tiramos fotos, demos risada. Não vou esquecer do jeito bonachão e despachado da Asunción, uma espanhola divertidíssima, nem do bom humor e carisma da Heloisa, tampouco das histórias picantes da Viúva Negra Wilma. E quase convenci a Inês a publicar suas histórias também.
Com Nivaldo dividi as lembranças de um velho álbum de família, e nos emocionamos juntos, ele revivendo o passado, eu imaginando como foi. Buscamos lembranças em comum, as dele vividas, as minhas ouvidas.
Teve um sorteio de flores feitas pela Lilu e brindes trazidos pelo Nivaldo, e os novatos foram contemplados (eu entre eles).
Nada conseguiu estragar aquela tarde, quando ainda fomos contemplados com uma lenda viva da cidade: o cara do carro amarelo. Conhecem? Não? Pois será tema de outra crônica, interessantíssima.
E o ouriço que estava me arranhando a garganta desde sexta-feira, resolveu abandonar-me, mas em seu lugar deixou uma mina d´água instalada em meu nariz. Ontem à noite já parecia um rabanete que eu trazia no rosto, de tanto assoá-lo...
Hoje o resfriado ficou me importunando como irmão caçula quando faz birra. E não estava no meu melhor humor, até receber o convite pra largar tudo e ir morar num barco, numa praia de sonho, de papo pro ar.
Já pensou que maravilha ficar naquela balanço gostoso das ondas, sentindo a maresia, ouvindo a música que o vento traz de outros mares. Contando estrelas à noite, ou esperando o dia raiar, com o sol surgindo no meio do oceano. E navegar à esmo, ao sabor da veneta, sem lugar ou dia certo pra chegar. Ah, como a imaginação singra pelos mares da fantasia...
Quem sabe o próximo Boa Semana não virá trazido pelas asas de uma gaivota? Até lá!

3 comentários:

Kandy disse...

Tudo bem, tudo bem... pode ir morar no meio do mar, navegando ao deus-dará. Mas leve um notebook com conexão wireless, via satélite ou o que seja, para que possamos continuar lendo suas crônicas aqui ou no VivaSP...

Paty disse...

Oi! Se vc for eu tb vou!!! A-d-or-e-i seu blog!!!

Glaucia disse...

Adorei a sua metáfora sobre a gripe, apesar do texto não ser sobre isso...